segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Aracnídea


[o zen noção questiona se/ por quê não, poemas explicar?]


Photo by Antoine D´Agata

Subcutânea
aranha
ferina

introduz,
em veia
bailarina,

poção

contra -
indicada
à cicatrizes

& queimaduras,

e
teu rosto
resplandece
feito Luas,

anti-
eclipse,
razão
erradicada.


Ricardo Pozzo/  poema no RádioKaos da e - paraná

2 comentários:

twelvetribes disse...

Ricardo sempre solidário para com os sofredores psíquicos em seu eterno humano, demasiado humano, dissolver de consciência corporal em espasmos químicos psiquiátrico-legais ou sociológico-criminalizados. O mártir prematuro da nossa causa da superação do ego. Sempre disfarçando sofrimento psíquico em sorrisos de hipocrisia inocente e solidariedade literária. Falta-lhe a inspiração do abraço protetor nessa arremetida midiática. Ele ainda vai salvar o mundo com seu chorozinho de palavras tenras como sua carne desintoxicada do bode-expiatório da loucura. Vivo sua esperança de boa-arte. Ela vai vir, no momento certo, independente, realmente, de drogas ou outras muletas do ser. A significação midiática de qualidade de seu trabalho intelectual o constrange por vezes à perfeição da norma estética burguesa acrítica. Que isso não desestimule seu projeto de ilustrar os povos valendo-se de referências já desesperançadas às ciências humanas tais como a razão. Nós observamos ainda o que a moral decadente de nossa época faz com as mentes de jovens e crianças, para trancafiá-los em imundos depósitos de gente que não educam e não recuperam da falta de atenção e amor. A esperança sempre subsistirá em um bom livro e um pensamento ainda combativo de hipocrisias pseudo-ilustradas locais.

Anônimo disse...

Twelve,

muito inspiradora a vossa crítica sincera.

grato
rp