quinta-feira, 11 de julho de 2013

o silêncio vai raspando a pele
até cortar a veia do sentimento
o sangue verte irrigando o sofrimento
que germina novas luas
de plácidos rostos em lagoas puras.
Jogo o anzol e só espero o prateado brotar peixe
faminto não sinto dores nem o clamor da fome
não vejo a lua me olhando triste no fundo do lago
só o peixe essa moeda da minha angústia.
palavras são foices ou seda, lã ou adaga
em mim elas saem como desespero de peixes
numa lagoa a secar no olhar de prata da lua
O sorriso plácido do silêncio é uma adaga
um sorriso que corta sem saber
corta o ar da gota prateada que se fez peixe
e não sabe por que seu mundo está a secar.
talvez ele já não saiba mais amar.


Wilson Roberto Nogueira

Um comentário:

twelvetribes disse...

O relatório assalariado dos reflexos espasmódicos julgaria com justiça as palpitações últimas das quais sempre obtém um retorno místico-divinatório. A junção do corpo com o espírito é o amor de Deus com todas as criaturas, que nos torna ateus por vezes devido a nossa sensibilidade em não consumir carne, nem laticínios e pedir respostas - sempre prontas obtidas - na natureza simbólica da crítica que se efetivou na pedagogia do oprimido. Nas ordens superiores potestades do mal e anjos do bem combatem em luzes parapsicológicas pela razão científica atéia e materialista do indivíduo incapaz de imaginá-las então, nem mesmo sonhar com arquétipos outros julgados também por razões incipientes humanas, desprovidas de vocabulário e inteligência sensível à cultura embrionária do outro.