segunda-feira, 28 de maio de 2007

Na Veia

Minha veia poética se confunde
com a veia filosófica,
ou talvez seja
simplesmente
minha veia
de loucura
sã.

Não ensaística nem
controversa,
mas um bocado
confusa.
Não sou herege,
nem coloquei
minha alma
à venda,
mas brinco
de bambolê
com minha auréola.
Não sou míope,
mas não vejo direito
as pessoas em seu
estado físico.
Vou direto
na alma.

Não sou agnóstica nem mística, mas
acredito em meus sonhos.
Acredito em vida após a morte,
e que
alguns
já morreram em vida.
Andam mas não sentem.
Lanço mão de mim
pelos amigos, pois nada
mais sou do que pedaços
de outros em meu coração.
Vivo intensamente
e coloco toda
minha força e
essência em cada
ato,
pensamento,
palavra,
poema
e traço de
desenho.

Sou feita de carne, ossos
e lágrimas.
Sou feita do azul, do laranja
e do verde.
Sou feita de vida no segredo
do tempo.
Sou feita de sons, cores
e medos.
Sou poeta.
Eu amo, vivo
e escrevo.

Deisi Perin

3 comentários:

lena casas novas disse...

Já é o terceiro blog coletivo que visito.Que bom que a qualidade é a mesma.
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Deisi, parabéns!

Joselaine disse...

...e vai caindo o véu...
Muito Bom! Bjs

Anônimo disse...

Bem bacana este poema!!!!