sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Medo do medo

da nuvem escura
do mar revolto
do que fala, do que cala
de ir e do vir
de não saber
de não ser
vento que venta
mente que sabe
morte!

Medo do medo
do tempo que passa
que leva os outros
que esquece
de que forma era
Medo do nada
do chute, do tombo
do espelho, do sonho

Medo do medo
de reconhecê-lo
e na profundidade
arrancá-lo
reconhecendo o tempo perdido.


Deisi Perin

Um comentário:

twelvetribes disse...

Muito enfocado o medo no rol psicossomático, por oposição à liberdade dos fortes. É como o esquema Freudiano do inconsciente onde encontramos nossa personalidade apenas em comparação com a de outros. O que todos querem é a liberdade, mas não sabem que ela é gradação didática no coração. O medo é forjado através do "bulling" da televisão, que tolhe a liberdade de ser autêntico, ou autêntica, para si e em si. Todos somos obrigados a expor nossa psicologia para a Rede Globo das relações psiquiátricas, que se incumbe do direito de fiscalizar a vida moral da população, em sua dimensão política; - seja diretamente ou indiretamente. Todas as conversas se permeiam de chavões e bulling promovido pela televisão. Apedrejam as instituições públicas, e a mesma televisão vai lá cobrir seu próprio espetáculo de violência, medo, pânico e imoralidade burra (aquela na frente das câmeras). É chegado o tempo dos espíritos livres, libertados pela cultura, exercerem sua psicologia da liberdade do ser.