quinta-feira, 16 de julho de 2009

Canção para o Inverno

Perdem-se palavras
no precipício
do desinteresse disfarçado
em interesse,
do escárnio disfarçado
em consternação,
da frieza disfarçada
em ebulição.

Meu amor,
qual de nós não
usou as travas de segurança?
Já quase dorme a esperança;
desperta o terror.

Ricardo Pozzo

15 comentários:

Brumes et Pluies disse...

...Já quase dorme a esperança;
desperta o terror.

isso é Grande...Poeta!

-É a palavra muda
que afia
a lâmina da sentença.(lisa köe)

Cosmunicando disse...

belíssimo poema

Anônimo disse...

É lindo, mas se vc parar de escrever em frente ao espelho vai poder explorar outros temas com seu talento!

Anônimo disse...

muito grato anônimo! por enquanto, posso sim ser alice, através do espelho, mediando a falta da competência de quem poderia se enxergar melhor!

Anônimo disse...

não conheço o autor do poema,acompanho o blog, porém gostaria, se possível que o autor me falasse a respeito dos versos: "qual de nós não usou travas de segurança?" fiquei intrigado. Desculpe a ignorância. Obrigado.

Anônimo disse...

desculpo sim!
rp

Anônimo disse...

Qual de vós
não usou travas de segurança???
Deisi

Anônimo disse...

"...Observo quieto, os fantoches e as bonecas de pano, zumbis feitos de susto e confusão que caminham trôpegos, que desfiam roucos, a cotidiana ladainha mecânica que gera o desperdício."

Imersão - Ricardo Pozzo

página 44

Pó & Teias, 2006

Anônimo disse...

é realmente incrível a inversão especular!

rp

Anônimo disse...

o avestruz tem o quê?

qdo não vê

e pensa estar escondido?


rp

Anônimo disse...

sorte? rsrs

rp

Anônimo disse...

Eu vou te contar um segredo: o anônimato tem muitas vozes.

Prepare-se para colher.

Anônimo disse...

Monólogo?

Giovanna disse...

Sinceramente, eu desconheço o Ricardo descrito por essa(s) pessoa(s), e acredito que muitas outras pessoas possuem a mesma opinião que eu. Minha imagem e experiência com ele é o extremo oposto. Para mim, de duas uma: ou é um caso tipico de inveja kleiniana, numa tentativa desesperada e frustada de destruir o que o outro tem de bom, ou a sombra do objeto perdido ainda recaí sobre o ego, humm, será isso?!!!. De qualquer forma, acredito que se a vida de uma pessoa te mobiliza dessa maneira, querido anonimo, vc deveria procurar ajuda!
Por último, antes de se discutir possiveis atos de censura, que tal discutirmos a ética embutida no ato de postar anônimo??

Anônimo disse...

Caro anônimo ( que não sou eu, claro)

Somos um amontoado de neuroses. São elas que garantem a nossa sobrevivência. Todo sentimento está sujeito a patologia. Portanto eu afirmo que o sujeito se apaixona sim. O que gera uma reação em cadeia de neuroses componentes de sua DESestrutura.

Pra ele "trava de segurança" só dos macacos hidráulicos. Florais de Bach, benzimento, galinha preta na encruzilhada...perda de tempo.

Isso ou meu diploma