domingo, 6 de setembro de 2015

Sob o lençol de jornais embriagados sonhos repousam na cama de papelão.
Entre assassinatos, estupros e corrupção dorme o súdito da escravidão
Correntes pesadas como o ar que não consegue tragar
quando corre trôpego em seus sonhos de liberdade
ao morrer   a cada céu sem estrelas como essa noite
noite  que só não corta com lâminas de gelo porque os papeis
das lágrimas das almas dos anjos sem paradeiros
Tornaram-se um cobertor pesado
a amarelada e  suja mercadoria .


Wilson Roberto Nogueira

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