sábado, 8 de dezembro de 2012

As pessoas são frágeis. Os mais frágeis perdem o caráter humano e se tornam fonte de mal aos outros. Acreditam assim, conseguirem alguma imunização. Os conscientes, dessa engrenagem sórdida, surtam. São tratados por aqueles que acham normal que a vida siga desse modo. Mas é esse absurdo que nos destrói.

Ricardo Pozzo

Um comentário:

Anderson Carlos Maciel disse...

Essas palavras são boa auto-sugestão. O ideal é trancendermos a forma e encontrarmos a superação do intelecto, que se encontra imortalizado fora dessa "alegoria da caverna". A comparação que fazem entre nós, através de tratados de personalidades patológicas, não impede que realizemos a dissociação dessa infelicidade pretérita e exercitemos uma perspectiva estética futura. Através da ética interpretativa, redimo meu ser de participar em tamanha angústia pois nem ao menos tenho o direito de significar. Vejo um horizonte amplo de possibilidades criativas e faço uso da palavra como sangue em minhas veias que são a vida desse corpo perfeito cujos sentidos fazem o festival da percepção simbólica. A palavra é como a vida, permanece para além da morte, na lembrança e na abstração dos conceitos da persona. Tamanha rebeldia contra a forma encontra a destruição em conceitos equivocados sobre a personalidade em sua essência "a priori", que está para além dessas subjetividades evocadas e supostas. Imagino que nossa produção literária pode estigmatizar-se como "engrenagens" de uma grande máquina: consigo ver beleza nas engrenagens de um relógio.