quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

"O amor é uma espécie de preconceito. A gente ama o que precisa, ama o que faz sentir bem, ama o que é conveniente. Como pode dizer que ama uma pessoa quando há dez mil outras no mundo que você amaria mais se conhecesse? Mas a gente nunca conhece.”

Charles Bukowski

sábado, 23 de janeiro de 2010




Sacis & Garibaldis

Ingratos

Abandonou Medéia,
o Jasão,

mas ela deu um jeito,
dele não precisar pagar pensão.

Abandonou Ariadne
na praia,

o imbecil do Teseu.
Bem-feito:

depois Fedra
o fodeu

Bom destino
do cafajeste; antigamente

os deuses não faziam vingar
suas sementes.


Flá Perez

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

sábado, 16 de janeiro de 2010

Informes Po&Teias

Peço que por gentileza me ajudem a divulgar a vakinha:
Sofri um acidente retornando de um evento na madrugada do dia 04/01 e passei por uma cirurgia do úmero fraturado em três partes:isso me impedirá de cumprir certos compomissos imediatos, causando dificuldades. Enviarei um livro poemas mal_ditos por e-mail para todos que contribuirem!

Um Grande Abraço, Julio Almada

Para Ler na Íntegra e Contribuir:

http://www.beira-do-caminho.blogspot.com/

domingo, 10 de janeiro de 2010

sábado, 9 de janeiro de 2010

Aquicidades & Presságios

as casas lado a lado
sempre coordenadas, seus muros assindéticos
dentro delas pessoas estão
e são
uma ao lado da outra

seus cães latem a mesma língua
nos quintais enumerados
casas imóveis lado a lado

eis que os arranha-céus
empilham camas fogões banheiros
dentro deles pessoas esperam
vão lado a lado no elevador

estão mais longe, decididas
seus cães latem nos sonhos
nas varandas monossilábicas
resumo das mesmas casas hirtas
arrumadas nas prateleiras

confusas pombas da vila mariana
pousam newtonianas em cercas elétricas dos condomínios
na plenatodavia 23 de maio
joão e maria seguem o rastro de cimento [a bruxa repousa na fábrica]
mas pássaros de aço que ninguém vê comeram a pista e ambos
se perdem à esquerda à esquerda na noite da usp

velhas velhinhas highlanders plantam adagas de desejo
na florestinha da praça da república
o chafariz cospe um saara
velhas velhinhas marginais
sonham os vãos azuis entre os arcos da ponte que um dia haverá

natasha, aquela flor da são joão
natasha, aquela flor e só ela sabia
que o amor é um fantasma
─ só aparece nas fotos

o shopping de quatro andares nova arca
no túmulo do insepultado homem-máquina de sobrevivência
enquanto o memorial da barra funda se disfarça em cenário
de stanley kubrik
[as velhinhas riem suas bocas.com]

no lotação liberdade poucos majores
moças policísticas de santo amaro traspassam as sagradas famílias
e penetram gozosas o colégio dante
de onde se ouve o choroso canto pedagogo
da polimórfica zona leste polissíndetos polissíndetos forever

─ com quem aprendeste a soberba, moça do itaim?
─ com bichos que andam fora do butantã . [aplausos no morumbi]
fantasmas sem nome escoram os paredões do copom
mas se distraem com a poesia bem feita do poeta eleitoral
caem tijolos e palavras e cabelos da cabecidade

ímãcidade
a vila sem carnaval se abre
hímencidade
são bento passa a língua na galeria pajé

fuga-cidade
o rapaz doente na fila do hc compra um picolé
priva-cidade
que tecido se rasga sobre a pele da urbe turva

traje-cidade
que morre na renascença e na catedral plastificada
o coletor de lixo mistura as sobras de itaquera
com as do palácio episcopal

comicidade
[as velhinhas riem suas bocas.com / ou são as araras do bispo?]
o coletor de lixo sonha reinterpretar as refeições
no caminhão intestino exposto da cidade

as voracidades voracidades voracidades voracidades
reciclam os sonhos do coletor
sem tênis adequado em vias destecnológicas
caminham prostitutas prostitutos caminham
uniformizados oficiais orgânicos
sua saga-cidade

saga-cidade
saga-cidade
saga-cidade
sagacidades


Marcio Branquinho e/ou Boy Interrupted

nota de viaje

en este cuarto oscuro y cerrado
donde el único río
es la posibilidad
de un grifo abierto

cada palabra tuya
desnuda como piernas
casi indistinta
es breve y fresca brisa
de las ramblas de tus labios

montevideo, 02/01/2010

Rodrigo Madeira

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Diagnóstico

Ela é uma mulher muito ocupada.

Acorda, olha através,
além dos olhos da vidraça.

E se esforça,
antes que lhe escape o mote,
em pensar algo

que lhe baste um pouco
- quem sabe um choque
nos que esperam mais
dessa mulher muito ocupada
e forte -

Cansam-me sóis repetidos,

vidraças, garoas, edifícios...

O dia vai administrá-la
mal vestí-la,
agendá-la
comê-la rápido no drive-thru da esquina.

Mas ela chega em casa
e ainda precisa aproveitar a noite
para se encher de olheiras
e copiar os mortos

(phodiam mais que ela).

Não é à toa que entre seus dedos
caibam apenas
vidraças repetidas, frias,
novamente sóis, estrelas,
luzes da cidade

e espera.


Flá Perez

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Agropsico Fenomenologia

Por quanto o ar
é alimento
saudável do fogo

E o equilíbrio
tem seu devido
valor no transtorno

Côlho fruto ao qual
sou fértil solo
e aguardo;

Inesperamente insólito

Ricardo Pozzo

sábado, 26 de dezembro de 2009

Sabor

Nuances de rumores incompleto silêncio
nas sombras das dores.

Passagens da vida
em nuances de cores
do amargo ao doce.

A vida tem diversos sabores

Deisi Perin

ruas ruminantes

Eu desonro nesse momento minha poesia,
e desprezo minha pintura,
Eu degrado minha pessoa e eu passo meu caráter
e a pena é meu terror, o lápis minha vergonha,
Eu enterro meus talentos e minha glória está morta.

William Blake.

remiscência paulistana

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Frágil

E na verdade, mesmo quando tudo vai explodindo, ela permanece; contendo os próximos erros, todos os futuros apertos e a taquicardia que nunca virá. A timidez é como uma máscara pintada sobre a pele frágil e polida. A ameaça de pequenas aproximações e a atração doentia pela incerteza de um mundo imerso em águas absolutamente quentes torna a fala como algum tipo de língua estrangeira secundária, e olhando um pouco melhor, todos esses movimentos explicitam o que a coragem cala.

Depois do fôlego se externando até na palma da mão é como se em cada gesto provocado no meio dos segundos fizesse nascer um buraco negro que depois de engolir, ricocheteia o som do futuro como uma lembrança fugaz. Ela emudece, na tentativa de paralisar os pensamentos exclusos de sensatez, mas agora e depois de tudo, seu corpo já é simplesmente uma radiografia.
 

domingo, 20 de dezembro de 2009

Rua XV - Curitiba

Lebowski e eu

Entramos no elevador Lebowski e eu. Fedíamos a maconha. Notamos que o espelho no qual costumávamos olhar nossos reflexos, o espelho havia sido retirado de uma das três paredes que constituíam o elevador. Depois que também as outras três paredes que constituíam o elevador tinham sido removidas. Achamos que a porta, a porta que dá acesso ao elevador, pensamos que a porta continuava ali, abrindo e fechando, porém logo vimos o quanto estávamos errados, não havia mais a porta. Então olhamos para cima, qual não foi a nossa surpresa, Lebowski e eu nos deparamos com um teto que não existia mais. Aquele era um roteiro de decepções, seguidas de decepções, disse-me Lebowski. Foi aí que juntos olhamos para o chão e já não havia chão. A coisa degringolara completamente. Foi necessário que Lebowski e eu flutuássemos. Mas flutuar assim de última hora?, reclamou Lebowski.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Cropopoesia

por que é o mesmo o pudor de escrever e defecar?
(joão cabral de melo neto)

quem gosta de poesia “visceral”,
ou seja, porca, preguiçosa, lerda,
que vá ao fundo e seja literal,
pedindo ao poeta, em vez de poemas, merda.
(antonio cicero)

o ânus é sempre o terror e eu não aceito que alguém perca um pedaço de excremento sem dilacerar-se por estar perdendo também a alma.
(antonin artaud)

para glauco mattoso.

Quero escrever
um poema
a partir da incontinência
de escrever
o poema
(triunfante
como uma cagada),
da imundície
de escrever
o poema.

mais que ruim,
poema fétido:
minha camisa aberta,
a peixaria das axilas,
a alegria gratuita

e irresponsável
de escrever
meu nome
nas coisas,
inda que sujando,
com uma fuzilaria
de engulhos.
que, se jogado fora,
não faça falta no
curso geral do dia
nem, de desimportante,
pese em algum
sistema de erros.
mas sobrevenha
num esquema de porcarias,
misturado a meu mijo
e meus pentelhos.

que feda,
que some aos meus
olhos de esgoto
e flua,
mais que um tietê de bolso,
fluente como diarreia.
(o idioma

da merda, seu fedor,
é direto como um murro,
mais sincero e universal
que o olor das flores.)

que este poema
não aperte os olhos
de um míope,
ou levante os óculos
na testa do comentarista.
que, a contrapelo,
lhes entorte a pose,
a um só tempo
com náuseas
e dores de barriga.

que não seja uma canção,
de tão irregular,
nem, de tão pastoso,
geométrico.
sórdido, cínico, laxativo,
mas infinitamente sincero,
que seja

pegajoso como esterco novo,

sob o assédio do sol

e dos vermes.
quero escrever
um poema
a partir da necessidade
fisiológica
de escrever
o poema.
ele será péssimo, mas
terá serventia,
mesmo infensa:
poema pelo prazer
de jogá-lo fora
(e emporcalhar a cidade)
em limpa consciência.

ou a poesia que há
em não dar descarga,
em não lavar as mãos,

digno do imundo

banheiro público.
poema infecto,
câncer de língua,
lixo literário,
febre do amoníaco,
vala aberta na página,
que vou querer
(menos que não quero) suprimir
do livro,
da memória,
da história
de meu corpo.
mas que, antes,
será motivo de vanglória,
quando o mostrar
ao amigo
como quem exibe no vaso
o design inusitado
da própria bosta.

(quem lhe negará ser
húmus possível
da boa poesia,
perfumosa como o milho?

a stink of beauty

is a joy forever.)

poema abjeto,

que cause urticária
nos querubins,
ânsias de vômito
nas musas,
inesquecível de ruim,
pior

que um gole

de água sanitária.

o menos que se diga,
em flatos barulhentos
(como quem afina

um trompete),
é que é ruim, ruim
de dar nojo, de dar gosto,
entre babas de diarremia,
à liquidez da anemia,
escrito na língua
da impureza,
pra que ninguém
o entenda
senão como um nauseante

e pedestre
acerto.

ou vaso a céu aberto,

coprolatria,
muito além de poema:
a latrina feita templo,
guirlandada com
papel higiênico,
sob anjos feios como urubus.
deus (como todo deus, de dentro)
será um fedor insistente,
será filho de meu cu.

e quando eu excretar
esta obra-crime
(agora mesmo),
aureolado de moscas,
me vaie como quem
me eleva,
que eu sairei andando
com a naturalidade
de quem caga e anda,
de quem assina com a tinta

de sua própria merda.



Rodrigo Madeira

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

dialétrica


em tese
apesar das antíteses
há uma vaga hipótese, amor
de sermos síntese.
sente?


MERCEDES LORENZO

Evolucionismo [Evolu(vel)ção]


Sou um animal
extremamente irracional
e eficiente.

Instinto, efeito hormonal,
que seja:

escolhi macho saudável, novo, belo
com gens à flor da pele

e produzi a prole forte
pra perpetuar a espécie.

Carma, Darwin, Deus,
whatever!,
devem estar contentes.

Sou animal que morde e cospe
a compreensão das linhas tortas.

Isso já não me importa tanto
( foi uma uma boa troca).

Enquanto me livrar
das frases fáceis,
da morte chata
e da vida certa,

ainda tenho sorte.


Flá Perez

Alma Siamesa


Esplendor das minhas aspirações siderais,
Totaliza-me nas jornadas que se expandem no Tempo.

Nos confins da eterna noite onde chove luzes de ouro
Sublime encanto paira em holográfica projeção de nosso sonho.

Estrelas congênitas, procedentes de uma revolução coexistente,
Selamos um lídimo elo perante centros gravitacionais que se cruzam.

A sua linda voz andrógina quando soa indireta
Faz-me transladar em déjàvu ao imo de uma curiosa emoção.

Sendo misteriosa flor de fogo em paisagem onírica
Vivemos além dos anjos, cintilante parte do que somos.

Amamos os meteoros, os lagos da Lua, o desconhecido...
Temos afeição pelo etéreo, transcendemos a ordem dos pólos.

Alternando as forças entre fluídicas criações
Elevamos valores do Universo no Planetário da Aliança.

Unificados com o magnetismo dos buracos negros
À sombra da macro-amplidão consagramos nossa integra consciência.

Conduz-me a fabulosos níveis de vibrações
Eternizados entre a cósmica alegria e a incondição.

Perfeita como o inexplicável fascínio de amar você
Energia espiritual que me acompanha num abraço para eu viver.


GIULIANO FRATIN

Aceitação da Loucura

Não vou à igreja
pedir perdão
por ser desigual

- prefiro a ciência
e a hóstia rosa
da Roche -

Nessa demência cetim - lexotan,
cai bem a nudez e a vodka
manchando o lençol on the rocks.

 
Ai, esqueci por sua causa
o que ia dizer!

- acho que tinha a ver
com sua não aceitação
da minha cuca torta,
sacaneada -

Fique com seus acertos,
suas mortas, filhas-das-patas
chocas
e me deixe

- choque! -

Posso até ser errada,
mas o problema é seu
e dê graças a Deus,

se não entende nada. 


Flá Perez

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

de esquina

1. o travesti

meu amor, ouça!
a vida é um pai
de cinco metros
que tentou me

banir de mim,
que me deu banho
de arruda e socos
e esconjurou.

tem que ser macho
pra abrir o armário
em busca de

seus sutiãs.
tem que ser fêmea
pra entrar nos carros

2. o traficante

cada semana
um tênis novo,
novo relógio,
novo boné.

não fala, mas
vive cercado
por seus apóstolos,
um nimbo de

fumaça suja
sobre a cabeça.
quando morrer

(sempre amanhã)
reviverá
inda mais jovem.

Rodrigo Madeira

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Nada novo, de novo

"Os belos serão os bélicos!
Elmos no lugar de cérebros!"
Homem de Ferro; Sergio Viralobos e Marcos Prado

É tensa a ordem da primeira
fila no front abarrotado
de almas esfaceladas
ao primeiro toque
do clarim

Ausência de sono,
ausência de fome;
cão que ladra morre

A qualquer momento,
o soar do segundo toque.

É erro a insistência
da coragem
desprovida de medo.
Averiguar
a equipagem
sabendo que ela
nada garante.

Segundo toque! Avante!

Ricardo Pozzo

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Rua Xv

uma concha

parto um osso
de pomba

e ao levá-lo ao ouvido
posso ouvir
o alarido

da praça

Rodrigo Madeira

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Existe beleza em todos os lugares na terra, mas existe uma beleza maior naqueles lugares onde se tem aquela sensação de bem-estar que surge quando não se tem mais que adiar os sonhos até o improvável futuro-um futuro que se esquiva inexoravelmente; onde o modo que se permeia uma vida subitamente se esvai, porque não há nada o que temer.

Jozef Skvorecky
(O engenheiro de almas)

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

 Boca do Brilho - Curitiba

Caleidoscópio

Caleidoscópio
Saborear sonhos antigos
que já nem sei se os sinto.
Preciosos caquinhos perdidos
junto à embriaguez de ópio
Qualquer coisa assim sumindo
num fugaz caleidoscópio.
Mágico objeto
de espelhos de uma vida inteira,
Refletido eco
De desejos sem fronteiras.


Deisi Perin

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Poetas?

Sim,

Há aqueles que brigam com tudo,
e se pretendem Quixotes,
mas quando em palco cai o fundo
uma verdade se remove

e o que se vê é outra cena,
onde, fantoches de si mesmos,
pintam um quadro surreal –
em meio a tons pastéis - torresmos
outra comédia nos acena:
egos inflados em carnaval.

Somem as lanças de papel,
das armaduras ficam nus
e gesticulam querubins,
mascarados pelo céu

de suas solidões em vão.

Há um que berra e surta,
em exagero oligofrênico –
enquanto a “coréia” o aplaude
e vaia um pobre inculto
que percebe o fingimento.

Um outro se diz alquimista,
capaz de transformar em ouro
a merda, se lhe fizerem coro –
sua platéia goza uníssona.

E, assim, nas noites das décadas,
exibem-se os menestréis
nesta cidade em que as pétalas
são notas de rodapés.

Mais vale expor a intimidade
do que escrever algo que valha –
pois, se a poesia falha,
a biografia, quem sabe?

“Cada qual com seus problemas”,
loucura, magia ou fimose,
serve ao público que os devore,
fingindo comer poemas.

No entanto, lá, no canto
do boteco, o poeta
que finge sem ser cancro
de si mesmo, observa,

ao sofrimento da luz,
que fulgura em seus neurônios,
reinventa o que traduz
em seus goles de plutônio.

Em sua dignidade de Cervantes,
eu, um reles Sancho Pança,
observo-o a distância:
a anunciação do mito andante.


Yury Miyamura

domingo, 29 de novembro de 2009

Paço da Liberdade - Praça Generoso Marquez - Curitiba

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Informes Culturais Poeteias

MEDIEVAL:

Olá, os convido para mais uma apresentação de música medieval.

TABERNA FOLK - Cosmópolis, Sp
(Música Medieval)

Abertura com:

Vevila Veldicca - Curitiba, Pr
(Música Celta)

Dia 28/11/2009 - 19:00h - Centro Paranaense Feminino de Cultura R$10,00
(Rua Visconte de Rio Branco, n° 1717 - Centro - Curitiba/Paraná - Fone: 3232-8123)

Ingressos antecipados à venda para o dia 28: De Kroeg Bar (Av. Jaime Reis, 320 - São Franciso - Curitiba)

Em frente ao estacionamento do Ópera 1.

Também pelos fones: Henrique: 9914-5547 / Robson: 9608-8721 / Eduardo: 9671-1923

ou pelo e-mail: folkloricstorm@gmail.com

Ingressos no local APENAS na hora do evento.


Dia 29/11/2009 - 18:00h - Café Parangolé R$07,00

(Rua Benjamin Constant, 400) - Fone: 3092-1171(próximo a Reitoria da UFPR)


HAVERÃO
Camisetas e CDs a venda nas datas das apresentações
 
Lúcia Gönczy

sábado, 21 de novembro de 2009


Curitiba

Informes Poeteias

- aos amantes da poesia:


"Um novo projeto que visa colocar em evidência
a poética curitibana, incentivando a produção
literária e a narração da poesia"


O evento será quinzenal. Estarei lá com minhas poesias ao lado do poeta Edson Falcão, nesta primeira edição.

- Edson Falcão publicou dois livros de poesia:

- As musas do Canal Belém
- O Ossário de um Ferreiro.

Prepara seu terceiro livro para breve.

...

Café, Leite Quente e Poesia

O Sublime x O Pitoresco

Edson Falcão e Bárbara Lia

dia 21/11
16h

Café do Paço - Paço da Liberdade
Praça Generoso Marques, 189
Curitiba - PR -



Bárbara Lia

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

MIOPIA SOCIAL

Anoitece
e o último quadro pardo,
um homem comum
maquiado de escravo,
gravado...
na impressão de quem esquece.


Do singular que caminha,
do transeunte...
o que cambaleia nos rumos dos sapatos
e borda a rua
às vezes sem destino...


Ri dum cansado
como quem suspira.
Trágico ensaio,
como quem suporta
a morte eterna batendo à sua porta.


Altair de Oliveira
– In: Curtaversagem ou Vice-Versos.

cantos gregorianos

décima 1


poetemos o PT:
se quando ética existia,
sarney era uma rapina,
vigarices da mercê,
agora força esquecer.
lula na verdade é polvo,
sépia nos olhos do povo,
espreguiçando os tentáculos
por onde lautos repastos:
remessas, repasses, soldos.

décima 2

só se relaxando o esfíncter,
leva-se no magro cu
da boa-fé – norte a sul –
fala-falo/em-falso-em-riste.
alma e virtudes de pinscher,
ocultando ossos no armário,
cagando mole no erário:
à Postiça Social,
mau-caráter carnaval,
só com surra de caralhos.

décima 3

ou se com boa boquinha
de chupeteira na teta,
uniforme de estafeta
onde a Estrela Boazinha,
anjos co´asas de galinha;
só com sangue de chacal,
rigor de débil mental,
no refeitório das ONGs
prum miojo com mensonge,
pra concluir: “menos mal".


Rodrigo Madeira

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Você

Ainda me falam de você. As mesmas garotas que um dia treparam comigo. Elas não sabem o quanto você significou pra mim. Não sabem o que eu ainda sinto. Acham que vou aos bares pra flertar e me divertir. Uma porra. Eu vou pra fugir de mim. De Deus. E de todo mundo. De um mundo todo que me assusta. Assusta tanto quanto assustou àquele cara com cabelos loiros e casaco de lã. Aquele que deu um tiro dentro da boca. Dá medo. Essas garotas não sabem de nada. Nunca souberam de porra nenhuma. Quem sabia era você. Sabia tanto que me deixou assim. Desarmado. Desamado. Aimeudeus. Agora invento palavras e não me importo com nada. Por onde você anda? Ah, eu sei. Isso não é da minha conta. É que eu sempre me importei. Minto, fingindo que não ligo. Mas, penso em você todos os dias. Desde o primeiro. Não sei se será assim até o último. Isso ninguém sabe. O que sei é que todo homem tem uma mulher pra lembrar. Uma que ficará pra sempre ali, guardada. Sempre com uma tristeza que não cessa. Mesmo com filhos, esposa e família. Sempre tem uma mulher que fica na cabeça. Aquela que fodeu sua vida em algum momento. Todo homem tem uma mulher pra lembrar pro resto da vida. A merda é que eu acho que já tenho a minha.


Wilton Isquierdo

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Efêmera

I.

Vênus veio.

Um oi,
um x,
um selo.

Depois foi...
O adeus de um deus do amor
nunca me foi tão terreno.


II.

Seus olhos exalavam tanta vida
que ao vê-los
achei que salvaria a minha
Seus lábios foram tão quentes
com tão pouco
que quis tê-los para sempre.


III.

Vênus taurina
por que chegaste na minha vida
se já estavas de saída?


Adriano Smaniotto