sábado, 20 de março de 2010

Na primeira vez em que ela choveu por aqui

– o essenfelder emanava do rádio cansado da tarde –, toda angorá, com sua saia, suas coxas, fui às casas Bahia: levar o dedo através do pó dos móveis. O dia morreu nela.
Na segunda em que ela aqui apareceu, toda suja de Manuel Bandeira, eu bebia um copo de graxa com o prefeito.

À terceira vez ela entrou no mar. À noite sonhei com generais que ardiam na fogueira.
 
 
Everton Freitag

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