sexta-feira, 6 de março de 2009

Muito abismo pra pouca asa: e agora Hegel?



I

não sei (mais) o que é melhor

quanto mais envelheço,
tudo mais relativo fica...

II

já abri mão
de uma morte morna

daquelas feitas pra durar
uma vida inteira

III

e já senti
o abraço arrebatador
de mortes que me valeram
a vida eterna

IV

e la nave va...

sem tese
perdi a (antí)tese

no escuro da noite
sem dia(lética)
sobrou-me uma síntese sintética
na fórmula de um lexotan

V

morte da vida eterna,
reapareça!

traga uma garrafa de vinho:
balaco(baco) amalfitano

(e) ne me quitte pas!
(pelo menos por uns tempos)

VI

enquanto isso,
vou namorando a mim mesma...

me absolutizando, me estilhaçando


ANA VALÉRIA SESSA / RAUL POUGH

5 comentários:

  1. È uma mera obra de arte ...

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  2. mt bom mesmo.
    sou teu fã, raul.

    r.m.

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  3. Rauzito querido,

    Considerando que és um poeta de mão cheia e homem de poucas palavras, pra mim, foi um luxo só fazer essa poesia maior contigo. Merci beaucoup pela parceria !

    beijos,

    Valéria

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